Luis Fernando Veríssimo

O melhor do namoro, claro, é ridículo. Vocês dois no telefone: “Desliga você.” “Não, desligue você.” “Você.” “Você.” “Então vamos desligar juntos.” “Tá, conta até três.” “Um…Dois…Dois e meio….”. Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? eram ridículos. Ronron. Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. (Gongonha!) Mamosa. Purupupuca. Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo: “as dondozeiras amam os dondozeiro.” “Ama.” “Mas os dondozeiros amam mais as dondozeiras do que as dondozeiras amam os dondozeiros.” “Na-na-não. As dondozeiras amam mais do que etc.”. E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de língua, beijos de amígdalas, beijos catetéricos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais. Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só pra ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo. E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.

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Fragile

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Afinal, o que te fragiliza? É o passar de uma vida ou o a saudade 

trazida pela brisa? 

O lamuriar dos anos a dedilhar meses, deuses e dias, atormenta a  labuta desta infinda crença,

 Daquele que, orando, pensa, em islâmica súplica e pouca sapiência, que demência rima com sofrência, 

Mas que a dura verdade é a que vem da vivência, de atropelos e inconsequências 

Que trazem de volta, que nem maré, as mácula, dores e escaras que um dia, 

O nosso livre arbítrio, ao mar da vida, jogou, abandonou, desprezou e agora voltam como mensagens em garrafas,

A trazerem lembranças, esperanças, vacâncias…


J R Messias

Internet x Escola Sem Partido: Roberto Malvezzi

Ora pois!! quantas alternativas para burlar o burlesco.

Leonardo Boff

Roberto Malvezziformado em teologia e sociologia e leigo cristão é um dos mais engajados nos movimentos sociais do vale do São Francisco. Acumulou vasta experiência com sua inserção no meio pobre do Nordeste em geral, na sua luta pela água, tornando-se um especialista no tema. Regularmente nos brinda suas reflexões sempre comprometidas mas sensatas que nos ajudam a entender a realidade a partir de outro ponto de vista, aquele dos sofredores e vítimas de nosso tipo de sociedade que cria permanentemente desigualdades (injustiças sociais), discrimina e chega até a odiar os diferentes. Malvezzi (conhecido como Gogó) desmascara a visão regressiva e obscurantista de querer submeter a escola ao controle dos pais ou do Estado, até fazendo de alunos “dedos duros” de seus mestres. Um projeto deletério e até irrealizável como é mostrado neste artigo. Publico-o aqui porque era isso mesmo que eu queria dizer e estava escrevendo. Não há…

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