Tal qual um Beduíno, 

caminho, tendo a frente,

um inóspito deserto de inquietações,

que traduzem os percalços que, subalterno

enfrento, contrito, na procura

de um alento que permita-me encontrar

a chave que liberte-me

desta clausura Saariana e

desta Espartana carência de amar.

Que seja, pelo menos, um profano mantra

que destile a dormência  que captura e adestra,

coração e alma, a este quebranto viver,

a esta analgesia dolorosa e porosa,

que deixa impurezas em meu coração

que, convulso e resiliente,

prostra-se no Islamismo de uma oração,

na fé de encontrar nestas preces,

o milagre para livrar-me da solidão.

 

 

 

                J. R. Messias

 

 

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